
Quando olhei dentro dos teus olhos, algo despertou dentro de mim, e cada vez que te encontro se torna um ciclo mais vicioso, talvez ouvir o som da sua voz ao sussurrar ao meu ouvido; sentir o toque da sua mão acariciar o meu rosto, caminhando lentamente em direção a minha nuca, ver nos teus olhos a necessidade do sabor dos meus lábios; a maneira que me abraça como se estivesse me protegendo de qualquer mal que ouse aproximar-se de mim. A maneira com que tuas mãos caminham cuidadosamente pelo meu corpo, e a cada caricia um arrepio, sentir o gosto da tua boca e tua língua ávida e molhada, percorrendo minha boca, é o teu jeito de fazer amor, que me leva ao ápice delirante. Agora ao ti ver adormecido, sobre os lençóis que deixo meu cheiro próprio, posso escutar sua respiração, e sentir o meu coração bater forte, como se eu tivesse usado algum tipo de droga, não posso deixar isso tomar conta de mim, ou simplesmente devo me permitir a isso? Quando falo algo de interessante, seus olhos penetram dentro da escuridão dos meus, me fazendo perder a linha de raciocínio, me deixando sem jeito, acho que faz até de propósito, só pelo gosto de arrancar do meu rosto, um tímido sorriso. É essa sua maneira de atentamente me elogiar com os olhos, me desejar discretamente com a boca, e delicadamente me amar com o corpo que vem tomando os meus dias, mas... Diga-me o que te leva a ir a trás de mim, no meio da noite quando me levanto da cama, e me abraçar como se houvesse distancia entre nós? Eu só posso dizer que não entendo o seu medo de amar, uma doce menina.
(krisna marinho sales.)
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