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O amor e a paixão.


O amor não sobrevive sem a paixão. E a paixão, sem o amor, está condenada a se saciar ou se exaurir pelo cansaço.
Dois pressupostos do amor: a afetividade (amizade) e a cordialidade (bom humor).
Dois pressupostos da paixão: a libido em plantão permanente (tesão) e o embevecimento físico (fetiche).
Quando concorrem na mente e no coração de uma só pessoa o amor e a paixão por outra pessoa, se forem bem-sucedidos (correspondidos), estamos diante da felicidade mais completa.
A paixão sozinha, sem o amor, é a felicidade ameaçada de extinção. O amor sozinho, sem a paixão, é a felicidade ameaçada pela infelicidade anunciada, aviso prévio no bolso.
O amor só se enfastia pela prolongada ausência da paixão. Já a paixão só se enfastia pelo exercício prolongado da própria paixão.
Não existe paixão extensa ou duradoura, a não ser por clube de futebol. Nem existe amor efêmero, de curta passagem.
O amor deixa cicatrizes, a paixão deixa tatuagens. Quem recorda de um amor pretérito sente remorso. Quem recorda de uma antiga paixão sente orgulho: essa é a diferença básica entre os dois sentimentos.
O amor implica preferencialmente ternura. A paixão implica preferencialmente carnalidade.
As relações de amor são temperadas pela espiritualidade e regidas pela paz. As relações de paixão são sempre tempestuosas e marcadas pela concupiscência.
No amor, os amantes querem sempre estar juntos, não importa fazendo o quê. Na paixão os parceiros só querem estar juntos para exercitar sensualidade.
Por essa profundidade do amor, é bastante mais séria a afirmação “eu te amo” do que “estou apaixonado por ti”. Quem diz “estou apaixonado” não é levado tanto a sério: pela efemeridade da paixão.
Quem diz “estou amando” é encarado respeitosamente. Exatamente porque a paixão é um evento, enquanto o amor é um acontecimento.
Por essa diferença é que é possível a qualquer pessoa apaixonar-se diversas vezes. Enquanto é quase certo que quem ama ama só uma vez em toda a vida.
“Pode alguém amar duas pessoas ao mesmo tempo?” é uma pergunta que se ouve muito entre o povo.
Se não se pode amar duas pessoas durante toda a vida, em tempos diferentes, como poderia ao mesmo tempo?
Pelo mesmo raciocínio, se é possível apaixonar-se por várias pessoas em espaços de tempos diferentes, é claro que se pode estar apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo.
E, também pelo mesmo raciocínio e pelo inteiro raciocínio desta crônica, pode-se estar amando uma pessoa e estar-se apaixonado por outra, ao mesmo tempo.
Por isso é que lá no início da crônica foi sentenciado que a felicidade mais completa é a de quem ama e nutre paixão pela mesma pessoa, num só tempo. Isso é que é o céu.

Paulo Sant’Ana.

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Não adianta ser muito para todos,

se não é o bastante para quem realmente me importa. Ouço pessoas me dizerem que já sofreram por uma paixão, por um amor, por um alguém, e ouço essas mesmas pessoas dizerem que tem medo de sofrer novamente. Mas esse é meu palco no qual o medo não tem vez, tem de sorrir, amar, viver, cair, chorar, e levantar-se, lutar. E o nome da minha peça é ‘verdadeiro amor’. Quando eu menos mereci o amor me levantou, lavou minhas lágrimas , foi paciente e sincero, me apoiou e mostrou que o impossível é questão de opinião, amor verdadeiro mostra como eu vivo e como eu respiro. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece , o amor é uma memória e nesses últimos dias, quando a perversidade arde em chama, o amor fala a verdade. O amor se doa de corpo e alma, o amor não tem limites, ele cruza todas as linhas. Nesse palco aprendi a viver intensamente cada instante cada choro, cada sorriso, cada sentimento, nesse palco não há espaço para futilidade...
Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida. E você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" pra ser insignificante. (charles chaplin.)

não perca tempo sendo fútil.

Não seja fútil, não olhe minha roupa, não olhe nos meus olhos e diga que me acha bonita. Queria entender o infinito que vejo nos olhos das pessoas, saber seus maiores medos, descobrir a espontaneidade de cada sorriso, a verdade é que pessoas são infinitamente misteriosas, algumas podem até serem 'comuns' mais quem sabe fazer a diferença entre tantas milhares, tem seus mistérios, gosto do improvável, do surpreendente que me tira o fôlego. Olhe e sinta o místico dentro dos olhos de uma pessoa, queira descobrir os mistérios que ela reserva, afinal, mistérios foram feitos para serem desvendados e não revelados, olhe sempre em direção ao ser, e não ao te r! (krisna sales.)