
Todas as noites antes de dormir penso em alguma coisa, na verdade em varias coisas, mas isso ninguém precisou me ensinar, já faz parte de mim. Hoje eu parei e fiquei pensando em você, em nós, normalmente é algo que me faz sorrir, porém essa noite me trouxe muito medo. O medo do esquecimento, que pode ser bom ou muito ruim. O esquecimento é bom, quando se esquece de algo chato ou mal que acontece, e se tem a felicidade de não lembrar. Mas é muito ruim quando se fala em esquecer alguém que se ama. E isso me atormenta quando penso que posso olhar para o lado e não lembrar que quem se ama está comigo, mesmo que não se possa ver.
Dizem que lembranças são compostas por cheiros, melodias e outras milhares de sensações, e o esse medo me trás a angustia de um dia sentir o cheiro a pessoa amada e não lembrar a quem se pertence. De um dia preparar arroz para o almoço e esquecer quem ensinou. A pessoa amada. Eu sei, parece bobagem para quem ler, mas essa possibilidade machuca o meu coração.
Todas as noites eu tomo um bom banho demorado com meu amado, no banheiro estreito da casa de sua mãe, depois nós nos deitamos na cama, e de baixo dos lençóis nossos pés se acariciam, se abraçam e dormem juntos, mas o esquecimento, esse sim poderia me fazer esquecer, que é em simples gestos de amor que a paz se encontra. É como se estivesse preso dentro de um pesadelo, e sua mãe lhe acorda tentando acalmar o seu coração, logo passa e você esquece.
E quando estiver chovendo e trovejando, eu não quero que o esquecimento me prenda na cama, me fazendo encolher de medo de baixo da minha coberta, sozinha. Na verdade com o “honey”, o meu urso de pelúcia (certos hábitos não se esquecem). Não quero transformar o que poderia ser lindo em assustador, eu quero poder encontra o meu amado na chuva e sair cantando “I belive I can fly.” (risos) fazendo da tempestade uma festa, a nossa festa. Não quero que o medo me arranque tamanha alegria.
Não quero esquecer de quanto fiz meu amado machucar o dedo indicador no portão de casa, ou quando fechei a porta no rosto dele, pensando que ele iria sair só de cueca pela casa (risos), eu fiquei tão triste por ter machucado o dedo dele, meu amado é tão importante e eu não consigo imaginar que posso machuca-lo ou que podem machuca-lo. É como uma leoa protegendo sua cria, tudo bem, está mais pra uma leoa protegendo seu macho, consegue imaginar? Eu consigo.
Não quero esquecer quem ficou acordado comigo até altas horas, por que eu estava com medo depois de assistir “1408”. Não quero esquecer quem me ensinou a lutar.
Não quero esquecer o meu amado, por que assim eu não estaria vivendo, estaria apenas permanecendo viva. Todos precisam de uma alma, todos precisam de amor para viver, mas ainda sim, eu teria todos os motivos para ser feliz e eu não seria. Tenho certeza de que li em algum canto, que se tivesse de escolher entre felicidade e amor, a escolha certa seria o amor, pois somente o amor trás a genuína felicidade.
Não quero que meu amado ao ler tudo que eu escrevi pense que um dia poderei esquecê-lo, por que ninguém é capaz de esquecer o verdadeiro amor, pode até esquecer que se usa uma aliança na mão esquerda, mas não quem se vive no coração.
Eu tentei explicar o quando o meu amado é importante na minha vida, porém admito que não sou tão boa quando gostaria de ser. Eu só quero que ele entenda que sem ele, os meus sorrisos não ganharão mais destaque no meio da multidão e meus olhos não brilharão se eu não escutar a voz dele sussurrando ao meu ouvido (só eu e ele sabemos o que).
A propósito, eu amo os cílios do meu amado.
Ass: amadora.
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